Colheita de luz solar é mais lucrativa que soja e milho no EUA

By 12 de maio de 2016 Energia Solar

Produtores de grãos dos Estados Unidos estão trocando milho, soja, algodão e tabaco por um negócio muito mais lucrativo: painéis solares. Com as commodities em baixa, fazendeiros estão arrendando terras para que empresas de energia limpa possam instalar equipamentos.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, empresas de energia solar estão pagando, por ano, entre US$ 300 a US$ 700 por acre (área que corresponde a 40% de um hectare). O valor é mais que o triplo da renda média obtida com outras culturas como soja e milho, que variam de US$ 27 a US$ 102 por acre, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Brion Fitzpatrick, diretor de desenvolvimento de projetos da Inman Solar Inc, de Atlanta, explica que as empresas de energia solar estão disputando áreas baratas próximas de subestações já estabelecidas. “Muitas destas terras são fazendas”, disse em entrevista para a Bloomberg.

Na Carolina do Norte, empresas de energia limpa já instalaram painéis solares em cerca de 2,8 mil hectares de terras agrícolas desde 2013. O conjunto tem capacidade para gerar quase um gigawatt. De acordo com Associação de Energia Sustentável da Carolina do Norte, a quantidade de energia gerada por acre varia de acordo com o tamanho do painel, as condições climáticas e a situação geográfica. Mas uma fazenda com 21,6 mil painéis é capaz de gerar energia para 5 mil casas.

De acordo com a agência de notícias, os agricultores americanos normalmente arrendam parte da terra. Os contratos de exploração variam de 15 a 20 anos. Mas existem casos em que o produtor arrendou a propriedade inteira.

Incentivos governamentais têm desempenhado um papel fundamental na disseminação de energia limpa em fazenda. O governo da Carolina do Norte concedeu linhas de crédito para produtores que optem pelo arrendamento. Na Geórgia, o governo compra energia solar da empresa. A matéria cita ainda que a energia limpa tem impulsionado a economia em condados rurais pobres. Apesar da recente onda de construção de painéis solares na Carolina do Norte, os equipamentos cobrem menos de 1/10 de toda terra no estado.

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